Devias ser chão
Devias ser queda
"I gotta tell you what I'm feelin' inside,
I could lie to myself, but it's true
There's no denying when I look in your eyes,
baby, I'm out of my head over you"
"I gotta tell you what I'm feelin' inside,
I could lie to myself, but it's true
There's no denying when I look in your eyes,
baby, I'm out of my head over you"

Não sabemos muito bem o que fazer com o peso do que carregamos, temos o habito, incorrigível, de amarrar o passado às costas, carrega-lo para o presente e, de preferencia, perpetua-lo no futuro. É natural em nós a falta de força para abrir a mão, para largar o que nos pertence (correcção: o que nos pertenceu).
Mas a vida tem destas partidas, um dia, inevitavelmente, vai nos ser pedido espaço no coração para coisas novas. Saberemos nós arrumar tudo o que já vivemos e, mesmo assim, ter espaço para continuar a viver? Ou será preciso abrir a mão de uma vez por todas e largar definitivamente as coisas que agarramos ao longo dos anos, ou ate as coisas que nos agarraram a nós?
Quando transbordamos, há sempre alguma coisa para deitar borda fora. Aprendemos desde muito novos a distinguir o que nos é essencial e o que não o é assim tanto. Por outro lado aprendemos a não desperdiçar nada, a guardar as coisas velhas no sótão.
Irá haver um dia para arrumações, e nesse dia teremos de abrir mão daquelas coisas velhas.
Amo-te
Porque és tu quem me pinta os dias,
quem me torna a vida mais doce,
és tu que vens quando as lagrimas não me largam
é a tua boca que me apazigua a alma.
És tu em mim
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Eu escolhi voltar e tu escolheste dar-me a mão.
Juntos escolhemos o nosso caminho, que agora,
apesar de não ser magico, é nosso.
E a magia, meu amor, somos nós.
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