18/02/2006

Já não quero falar de mim, nem me quero espalhar por palavras saídas do dicionário a pressão.

És tão mais do que sei dizer… tão maior.
Não perdes a esperança… Nunca. Não baixas os braços e não deixas nunca de lutar. A tua vida é uma busca constante do que afinal está ai tão perto.
Vives a sonhar acordado. Vives a espalhar sonhos. E sorrisos. Trazes sorrisos amarrados aos sonhos e, alegria e, esperança. Queres mudar o mundo. És revolucionário. Lutador. Sonhador. És um idealista. És forte. És abrigo.

E aos poucos desfaz-se a muralha. Largas as armas. Ou eu arranco-te desse teu mundo inventado de assalto. E és tu. E eu. Sem muralhas nem coisas inventadas.

És sonho. És esperança. És o meu abrigo… És o sorriso e o choro. És o forte e o fraco. E deixas de querer mudar o mundo porque no fundo só precisas de te mudar no mundo. De realização. Da revolução interior. De passar a acreditar nos sonhos.

Dava tudo para te fazer feliz
Para te ter para sempre feliz no meu abraço.

Desculpa se te faço cair quando só te quero ver a voar…

Evanescence - Forgive Me

Can you forgive me again?
I don't know what I said
But I didn't mean to hurt you

I heard the words come out
I felt that I would die
It hurt so much to hurt you

Then you look at me
You're not shouting anymore
You're silently broken

I'd give anything now
to kill those words for you

Each time I say something I regret I cry "I don't want to lose you."
But somehow I know that you will never leave me, yeah.

'Cause you were made for me
Somehow I'll make you see
How happy you make me

I can't live this life
Without you by my side
I need you to survive

So stay with me
You look in my eyes and I'm screaming inside that I'm sorry.

And you forgive me again
You're my one true friend
And I never meant to hurt you

14/01/2006

o que tenho????

Sabemos de antemão que nada cai do céu, nada nos é oferecido, que temos que correr atraz de tudo o que nos propomos alcançar mas ás vezes dá vontade de desistir, de largar tudo, de parar, de esperar que a sorte apareça e que tudo fique bem, custa tanto.....
Queremos alcançar o topo no trabalho mas há sempre mais um chefe ou posto que nos interessa ultrapassar, queremos ter um carro mas há sempre um modelo melhor que o nosso, queremos uma casa mas aquele duplex do amigo é tão porreiro...
Porque não somos desprovidos de ambição????
Porque não somos realistas e sentimos que o que temos é o que podemos ter???
Queria ser pássaro, voador, sem preocupações, sem ter que correr atraz de tudo, mas pensando bem os passaros fazem kilometros e têm que comer e que lutar, ahhhhh, não quero ser pássaro...
Queria ser antes guarda-chuva para terem sempre que me transportar, para ser pouco usado, apenas quando chove, mas pensando bem os guarda-chuvas têm que levar com muita chuva e enferrujam e são trocados e esquecidos, ahhhhhhh, tambem não quero ser guarda-chuva...
Queria apenas a calmia de saber que algo vai durar para sempre, que não há nada melhor que isso, que ninguém é mais realizado que eu, que apenas contruo e nunca destruo, que fica sempre uma certeza total....
Espera, eu tenho isso tudo em mim....
Tenho o teu amor.., eterno, resistente, melhor que tudo...

26/12/2005

Esta é sobre ti
tem amor e ódio
é para ires ouvindo nestas horas d'ócio
ínfima parte de um sonho perdido
libertei-o, já o tinha esquecido
é um sinal...


Sei que me escapa qualquer coisa quando faço da minha noite dia. Mas não me salvo. É eterna a falta de sono, ou a vontade louca de não sonhar.
Não baixo os braços. Não desisto. Eventualmente um dia o sono vem e eu não mais acordo.
Há um grito no fundo, alto demais para se perceber.
Há uma cegueira qualquer que me ilude a visão.


Espero o momento
na sombra da rua
ouço uma voz que me lembra a tua
passei pelo risco de sofrer
por não ler os teus sinais
é um sinal...para recomeçar...


Um dia, ao acaso, vem o destino roubar-me as escolhas. E vem a sorte controlar-me os passos. Um dia é dia de recomeçar e alguém lança os dados por mim. Um dia acaba o jogo e eu ganho o que ninguém chegou nunca a perder. Um dia acabam-se as esperas e os contratempos. Um dia o despertador toca e eu vejo que foi sonho esta vontade de não sonhar.
E que tu não entras, em nenhum caso, neste jogo infinito de morrer e nascer de novo.

Quero ver gente, quero ver a terra
chegar a casa e ter alguém à espera
quero um presente, quero ser bera
quero ser submissa, quero ser a fera


Farto-me dos convenientes. Das promessas esquecidas. Farto-me das esperanças. Deixo que seja escolha minha a falta de escolha. E grito muito por saber que ninguém me ouve. Grito mais ainda. Tudo o que quero…

Quero ver gente, quero ver a terra
chegar a casa e ter alguém à espera
quero um presente, quero ser bera
quero ser submissa, quero ser a fera


Eventualmente é uma escolha minha, eventualmente alguém escolheu por mim… Começar a jogar de novo e ter a necessidade estúpida de tirar sempre um nos dados, ter a necessidade estúpida de preencher todos os espaços, de dar todos os passos. Porque é mais gratificante o caminho do que a vitoria. E ver tudo. Ser tudo. Ter tudo.

Leva-me as areias quentes
que me instigam os sentimentos
que me deixam nua perante os elementos
ensina-me a escavar objectos sem estragar
para que sorrir seja sempre vulgar


E sei que vou cair de novo… Fazes parte do jogo. Mesmo sem sonho. Mesmo sem esperança. Mesmo sem futuro nenhum. Porque é o destino que me leva a ti, sem eu escolher. Ao menos que a repetição seja doce. Que seja completa. E única. Que o jogo não pare. Que os dados não se percam e que eu saiba desta vez partir. E que te saiba levar comigo… Porque o destino te escolheu para mim, ou porque eu escolhi que o meu destino te escolhesse. Volto atrás. Apanho-te de novo. Lanço os dados. Agora contigo, para sempre.

Dá-me de beber, finas gotas desse mel para que o meu saber não
esteja só no papel
incita-me a lembrar
o teu gosto pelo mar
para que um dia fique pronta a zarpar
esperar que amanha tudo seja diferente...
e tu possas estar presente...



Mesa - Esquecimento



13/12/2005

Vi no espelho o reflexo
do retrato
de uma coisa qualquer chamado
efeito.
Dei nome ao acaso...
defeito.

Virei costas ao destino, quando o achei perfeito.

Voltei a página e li de novo.
Caí no erro fonético
de achar poético
o sonho do outro.
Não me engano
quando o erro é sagrado.
Quando é pecado santo.
Santo erro que cometo.
Não me meto entre o reflexo.
Entre o fonema do poema
que é contrario ao verso.
Sai disperso.
E já não o vejo.
O reflexo.
Solta a brisa a melodia
Do quase profano
Quase divino
Erro sagrado
Que cometo a cada dia

Virei costas ao destino, quando o achei perfeito.

O defeito
do efeito
do reflexo
do retrato
do espelho…
Eras tu

04/12/2005

Hoje que posso ser quem quiser... Sou tua

A chuva parou e fiz deste silencio nocturno o ponto de partida que precisava.
Nada. Não se ouve nada. E é deste nada absurdo que tudo começa.
Já não sei de mim. Perdi-me numa rua qualquer na vida de alguém. Mania minha de me entregar toda de uma vez e de me abandonar em vez de fugir. Hoje sei que fiquei por lá, não sei é bem onde.

Nada. Coisa nenhuma. Vazia.
Nada. Silencio. Vazio.

Não sei de mim. O que me dá uma certa mobilidade. Hoje posso ser quem quiser. E é neste nada despropositado que me invento. Hoje tudo começa no nada. E o nada que sou é tudo o que tenho.


(Re)Invento-me.
Hoje posso ser quem quiser.
Escolher o caminho que quiser.

Abandonei-me no caminho de alguém e, por lá ficarei eternamente – pelo menos por lá ficara o que eu fui um dia. – Hoje já não sou quem era. E já nem sei de mim.

Não se ouve nada. Escolho o vazio para me encher.
Alinho as fotografias todas. Vejo-lhes a cara. E escolho um. Ao acaso. Ao som do coração (porque não deixo de ser romântica, mesmo quando deixo de ser quem sou).
Ainda não lhe sei o nome. Não lhe conheço o cheiro.

Guardo a fotografia dele no bolso. Encho-me agora de esperança. E torno-me caçadora neste meu novo papel. Ele não me conhece a cara.
Hoje posso ser quem quiser
E eu quero ser dele… Sem limites e sem autorização. É assim que me crio de novo, para voltar a me abandonar um dia mais tarde. Quando a esperança desabitar o meu corpo.

Hoje sou dele… E serei dele para sempre. Porque no final eu fico sempre por lá.

Porque somos sempre dadivas na vida dos outros. Porque temos de nos saber dar, para um dia podermos receber.

Eu – soma de todos os eus que já perdi – continuo a espera de alguém que caia despropositadamente na minha vida. Como um (feliz) acaso. Uma dadiva. Que venha para ficar sem me pedir nada. Que me tire o sossego. O fôlego. E que me faça viver. Sonhar. Que me faça sua sem pedir.

Obrigada por teres vindo, obrigada por te deixares caçar. Hoje sou tua. E és sem duvida a dadiva que reservaram para mim.
Hoje posso ser quem quiser… Só não me posso perder mais.
Hoje sou eu completa. Em ti. Em mim. Como nunca.

28/11/2005

É assim que te deixo quando sei que não te deixo para sempre

Quando chegas, como se fosse sempre a primeira vez, trazes na mão os sonhos todos que me fazem adormecer.
E não te amo. Não te amo mais, já não sei amar mais.
E por isso, quando chegas, com os sorrisos todos do mundo e cheio de histórias de encantar, digo-te para voltares depois, noutra altura, noutro tempo.

E hoje é só mais um dia em que tu chegas, sem autorização, em que me roubas do mundo por um momento apenas

[porque a vida, meu amor, a vida é feita de momentos e enfeitada de sentimentos que fingimos conhecer]

Tu chegas, agarras-me com a violencia toda que te ensinaram, e nunca me magoas. Mesmo quando os teus olhos gritam de raiva, quando as tuas mãos se perdem no meu corpo. Não me magoas. Perdeste as forças para me magoar e eu perdi as forças para sofrer por ti.

E chegas, como se fosse sempre a primeira vez, e eu deixo-te brincar. Fazes de conta que es principe e que me vens salvar de qualquer coisa. Não há cavalos alados, nem banda sonora. Eu e tu.
Tu na tua vontade quase infantil de me fazeres tua e eu na minha vontade estupida de te fazer sonhar só mais uma vez, só para depois te ver cair. Como gosto de te ver no chão, meu amor.

Acabamos sempre a brincadeira exaustos. Tu exausto de me amar e eu exausta de te fazer cair. Não sei qual de nós mente melhor.
Não sei qual de nós terá razão.

Sei que me agarras, que me finges tua.
Sei que no final te deixo sozinho, numa cama qualquer sem cheiro, de corpo gelado e alma vazia.
É assim que te deixo quando sei que voltas amanha. E só por saber que voltas.

É assim que te deixo quando sei que não te deixo para sempre

15/11/2005

surpresas.....

Descubri em mais uma banal conversa de café que tenho uma inegável capacidade para me surpreender, reviver pessoas, encontrar virtudes onde sei haver defeitos, sonhar, percebem??
A questão é mesmo essa, só seremos felizes se virmos a não realidade, o sonho a cada esquina, a surpresa...
Surpreendo-me a cada folha caida, a cada olhar de soslaio, a cada nascer e por do sol, a cada riso de uma criança.....
Quero ver algo novo a cada passo, nunca saber o que vem porque ai acomodo-me e incrivelmente vivo na esperança de nunca me conhecer, de nunca te conhecer, de nunca saber como vou ou vais reagir...
Desconfortável? Sem dúvida que sim mas tão mais verdadeiro, sincero e glorioso...
Imaginem um mundo onde nada nos surpreende, nem sequer o riso de uma criança..
Teriamos menos risco, menos dor, menos choro, mas também menos alma, menos sonho, menos vida...
Sejamos então o que vier, de alma aberta, sentindo sempre que os sonhos são renováveis e capazes de ser melhorados, sem medo, sem prudência, batendo de frente, levando para traz mas sempre sabendo que um dia vai resultar, um dia vamos conseguir, vamos ser felizes....
Vamos ser felizes??? queria dizer-vos que sim mas nunca o saberei e se soubesse já não era surpresa e já não seria feliz, não correria atras de mim sem me querer conhecer...
Mais uma vez me vejo embrenhado num sei lá de letras e frases, sinto assim que chega a hora de vos deixar...
Surpreendes-me sempre amor.....

11/11/2005

O beijo

Ela andava sempre apressada, como se soubesse de cor todos os caminhos que podia tomar, como se o destino fosse uma enorme linha recta. Andava sempre assim e, normalmente, acabava por tropeçar, nos outros e tantas vezes nela própria.

Ele andava perdido, de mãos a abanar cheio de nadas. Tal marinheiro na tempestade. Rumo: Terra. Caminho: Indefinido. Sem pressa. Cheio de certezas de finais felizes.

E ela só queria que por uma só vez ele viesse a correr atrás dela. E que ela não o sentisse, não o ouvisse, não o cheirasse, que ela de forma alguma não o pressentisse. Ela só queria ser tomada de surpresa. E que por uma só vez fosse ele a correr atrás dela. Que a tomasse nos braços, num assalto. E de olhos fechados a beijasse. E que o beijo lhe trouxesse de presente o nome dele, num segredo.

[Sim, meu amor, os beijos têm nomes, de pessoas, e de todos os sentimentos. O teu, revela-te a cada segundo e tem nome de todos os sentimentos. Os bons, os maus, os que nos fazem crescer e ate daqueles que nos fazem ficar muito pequeninos. Os meus lábios só querem provar os teus. A doce amargura que te encerra. E deixar-te provar, por uma só vez, o suave veneno que me inunda.]

Ela só queria ser tomada de assalto. Dançar no ultimo compasso.
Ela só queria ser uma dádiva… Que fosse tomada. Roubada. Resgatada. Só queria que fosse assim. Pela vontade exterior de quem mora, afinal, tão cá dentro.

E na última nota, da banda sonora do momento desejado, ela só queria misturar o veneno com o amargo.

25/10/2005

Disse que morria quando nos visse morrer...
Ainda não morri e já não sei de nós. Disse tanta coisa que agora não importa que pouco há para dizer.

Não nos vi morrer, porque não morre o que não tem vida. E nós, hoje sei, nunca passamos de um nós inventado no desespero de nos tornarmos reais. Hoje alegro-me por nunca termos passado disto, de um sonho, de uma vontade inutil de existencia, por necessidade, por conforto, por nos acharmos perfeitos de tão imperfeitos que sempre fomos.
Hoje sei. E fico feliz por te ver longe. Por te ter longe. Por não te querer perto.

Hoje escrevo, porque já não sinto. E escrevo o que quis sentir.
Hoje invento um pouco mais da nossa história por saber que o fim já passou e que eu já nem me importo com isso.


Vi-te por lá, onde as gaivotas desenham corações e cantam ao vento as suas canções. Ias sozinho e eu não te parei. Ias sozinho e sorrias muito. Aprendeste a voar sozinho a ser feliz sozinho. E eu fiquei feliz. Por conseguirmos, finalmente, atingir a felicidade. Sem histórias. Sem desejos. Ias sozinho... A sorrir muito.
Não me viste, já não me ves mais. Ias com os sonhos todos nos olhos. Talvez por isso não me tenhas visto, porque eu já não faço parte desses sonhos e já não me importo, nem um pouco.
O ceu está muito azul, e o vento sopra fraco e nós voamos no mesmo ceu, na mesma felicidade com sonhos diferentes, com caminhos diferentes.
Somos finalmente livres das histórias que inventamos. Livres de nós. Somos finalmente nós. Eu e tu. Sem ligação, nem vontade nenhuma de cairmos outra vez no erro de nos querermos.


Vi-te por lá, sorrias muito e trazias os sonhos todos amarrados nos olhos.
Eu ia por lá... Mais minha que nunca.
Feliz...

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